Coosepe

 
Ramo: Trabalho
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Confira abaixo matéria sobre um dos projetos desenvolvidos pela Coosepe em 2013.
 
 

Coosepe investe em projeto piloto para implantação do Galinheiro Tailandês no Sertão Pernambucano

 

A Cooperativa de Trabalho em Consultoria, Instrutoria, Assessoria e Projetos Técnicos de Pernambuco (Coosepe) iniciou o projeto no final do ano passado com a participação de diversos parceiros.  O objetivo da implantação do galinheiro é gerar uma fonte de renda para as famílias participantes como uma alternativa diante das dificuldades existentes no sertão, contribuindo para a diminuição do êxodo rural. O município de Calumbi, localizado a 360 km do Recife, foi o primeiro a receber o projeto, que deve ser implantado ainda, nos próximos meses, em Carnaubeira da Penha e Santa Cruz da Baixa Verde.

 

O projeto-piloto foi implantado no terreno de um dos membros da Associação Sítio Campos, de Calumbi, e deverá servir de referência para os demais associados. As aves produzidas para abate já estão sendo vendidas ao frigorífico local. A demanda existente no município foi a principal motivadora da implantação do projeto, idealizado pelo cooperado Adailson Machado Freire, engenheiro agrônomo. “Faltava apenas a oportunidade de implantar esse projeto-piloto, quando essa surgiu, fomos atrás”, afirmou.

A Coosepe patrocinou a compra dos materiais para o projeto piloto, assim como possibilitou a orientação para a montagem, coordenada pelo próprio Adailson, que trabalhou de forma voluntária. Ao mesmo tempo em que receberam as orientações, os membros da família beneficiada foram os responsáveis pela mão-de-obra necessária, desde a montagem da estrutura até a plantação do capim para as aves. “Um dos beneficiários já foi convidado pela associação de outro município para ensinar como deve ser feita a montagem do galinheiro tailandês”, frisou o coordenador.

Os resultados do projeto estão sendo avaliados, mas estima-se que haverá uma redução de cerca de 30% no custo de ração, haja vista a alimentação das aves ser complementada com o capim plantado na área destinada à implantação do galinheiro. “Iniciamos este piloto com 100 aves e já pretendemos ampliar o próximo para 180”, frisou Freire. A expectativa é de que as famílias que adotem o galinheiro consigam, com a venda das aves, no mínimo, uma renda bruta de 2 mil reais a cada 120 dias.

O galinheiro tailandês leva em média 6 meses entre a instalação e o abate dos frangos e pode ser construído a um custo de R$ 900,00, não incluída a mão-de-obra. Mas, diferentemente do bambu ou da madeira  geralmente utilizados na construção desse tipo de galinheiro,  o projeto pioneiro utiliza tubos de PVC. “Usamos tubos maiores para a base e outros menores (canos de água) para a cobertura. Isso diminui significativamente o peso do galinheiro. Duas pessoas podem carregá-lo”, afirmou Freire. Em relação a esse projeto, peso é fundamental, haja vista, a cada 8 dias, o galinheiro ser movido para outras áreas de plantio junto às galinhas. Considerando-se os seis campos possíveis de movimentação, ao retornar ao campo inicial, as aves já possuem o capim renovado naturalmente para a sua alimentação.

O projeto pode ainda ser uma boa alternativa para a população do sertão pernambucano diante da seca. Isso porque, parte do projeto inclui ainda a construção de uma cisterna para armazenamento de água coletada da chuva por meio de canaletas implantadas nas laterais do próprio galinheiro. A capacidade de armazenamento prevista é de 60 mil litros, o que garante água suficiente para as aves e o capim nos períodos de estiagem. Os detalhes necessários para a construção desta cisterna no município de Calumbi serão discutidos ainda esta semana.

O próximo município a receber o galinheiro é Carnaubeira da Penha, que fica a 483 km do Recife, com os trabalhos previstos para iniciar já no próximo mês. Tendo em vista o perfil do município, estuda-se a ideia de implantar um projeto voltado à postura, haja vista os ovos serem caros por serem provenientes de outras cidades. Existe ainda a ideia de, no futuro, desenvolver a mesma técnica do galinheiro móvel em outros municípios desta vez com perus.

Uma outra ideia é firmar futuras parcerias com restaurantes locais, de forma que esses possam fornecer restos de alimentos para complementar a alimentação dos frangos criados por meio do referido modelo. “Por meio desse projeto, fazemos também uma sensibilização mostrando a importância do coletivo, que é o verdadeiro cooperativismo”, afirmou Emicles Souza, presidente da Coosepe, que complementou: “Desejamos fomentar cada vez mais projetos sociais para a melhoria do pequeno agricultor e de suas famílias e tentar organizá-los por meio de cooperativas e associações”.

A Coosepe conta com 83 cooperados e atua com consultoria, assessoria, gestão e treinamento em todo o Brasil. A cooperativa possui uma equipe de profissionais variada, representando um diferencial no suporte e desenvolvimento de projetos como o do galinheiro tailandês. São profissionais da área de gestão empresarial, engenharia agrônoma, apicultura, psicologia, artes plásticas, física, dentre outras. “Estamos incentivando sempre os nossos cooperados a se capacitarem cada vez mais. Pretendemos até 2014 criar um grupo dentre os nossos cooperados especificamente responsável por projetos como esses”, concluiu o presidente.