COOPERATIVAS
 se mantêm FORTES em tempos de crise.

Sertão do Pajeú recebe Seminário Regional do Cooperativismo

Gestores de instituições parceiras do cooperativismo do Sertão do Pajeú e dirigentes de diversas cooperativas se reuniram no auditório da Ceralpa, na cidade de Afogados da Ingazeira, local que recebeu a terceira rodada do Seminário Regional do Cooperativismo, promovido pelo Sistema OCB/PE. A meta da reunião foi de propor um debate sobre as necessidades das cooperativas, em formato de ações a serem implementadas dentro do Plano de Trabalho do próximo ano. Todas as propostas vindas a partir desse encontro foram repassadas ao setor técnico do Sescoop/PE, responsável pela montagem e desenvolvimento de cursos e eventos de promoção à cultura da cooperação e disseminação das doutrinas e valores do cooperativismo. O evento contou com a abertura do presidente do Sistema OCB/PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira.

 

A proposta do evento, de acordo com Malaquias, é fazer com que as cooperativas participem, de forma mais ativa, na formulação dos cursos e entender quais são as principais necessidades de quem faz o cooperativismo a alcançar um nível cada vez maior de qualidade na gestão e governança das instituições cooperativistas. E para isso, é necessário falar sobre estratégia, desafios a serem ultrapassados e conhecer de forma aprofundada a atual conjuntura do mercado onde as cooperativas realizam atividade. Com a meta de facilitar esse meio, o Sistema OCB/PE convidou o consultor em planejamento, Emanuel Malta.

 

Ele convidou o público a pensar em estratégias de trabalho, na qual coloquem o cooperativismo em maior ascensão, melhorando os índices de conformidade legal e de sustentabilidade, aliado ao foco na gestão. E para isso, é necessário desenvolver habilidades e competências para a melhoria da governança nas cooperativas. Um método, ainda de acordo com Emanuel, que pode auxiliar na melhoria das competências é ficar de olho nos ambientes externos e sempre estar à frente de possíveis complicações, evitando ficar para trás em um mercado cada vez mais competitivo.

 

Como análise do ambiente externo, Emanuel trouxe números, do IBGE e de levantamentos realizados pelo site de notícia G1, que pontuam o mercado brasileiro no agronegócio, na indústria e varejo. “Quando comparamos o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2016, registramos um crescimento de 1,4%. Ou seja, aos poucos, aquela grave crise vai indo embora e a confiança está voltando. Também existe sinais animadores da indústria e da construção civil. Então, devemos pensar em estratégias de embarcar neste gradual crescimento e aproveitar a confiança de um público cada vez mais consumidor dos benefícios do cooperativismo”, desafiou Emanuel.  

 

Não só o ambiente externo serviu de análise para Emanuel. Ele trouxe números do ambiente interno causado pelo cooperativismo no Sertão do Pajeú. Pelos números extraídos do Sinac, a microrregião do Pajeú possui 11 cooperativas singulares cadastradas na OCB/PE. O maior número está no ramo agropecuário, cinco no total. E com o crescimento do orçamento do Sescoop/PE para a manutenção das áreas meio e fim, as cooperativas da região podem se beneficiar com os programas de gestão e qualificação da mão de obra, o que logo irá influenciar em uma melhor prestação de serviços para as pessoas beneficiadas pelo cooperativismo.

 

Após a análise, Emanuel convidou o público a se juntar em grupos e pensar em propostas de cursos para a qualificação que podem fazer a diferença na região e melhorar o ambiente interno e externo do cooperativismo. Entre as ideias sugeridas, estavam capacitações para a área administrativa, eventos para explicar métodos da diminuição da burocracia e oficinas de comunicação e marketing, que possam ajudar a cooperativa no destaque dentro do ramo de atuação.

 

“Essa é uma oportunidade ímpar de contribuir com o Plano de Trabalho e no fortalecimento da nossa região. Quando o Sistema OCB/PE vem para o Sertão do Pajeú com toda a equipe e escuta as nossas necessidades, a Organização mostra que está preocupada conosco e está apta a nos ajudar no fortalecimento das nossas atividades”, esclareceu Eraldo Feijó, presidente da Ceralpa.

 

Na visão da superintendente do Sistema OCB/PE, Cleonice Pedrosa, o maior ganho desse evento é saber como as cooperativas estão dispostas a buscar conhecimento para crescer. “Estamos buscando pela qualificação e profissionalização da gestão. Um método simples e de fundamental importância de ajuda pode ser através da intercooperação. Muitas vezes, temos dificuldades em processos que são bem comuns em cooperativas próximas a nossa. Então, uma instituição tem soberania para oferecer ajuda, somar os esforços e exibir as maneiras de crescer. Só o cooperativismo tem essa metodologia diferenciada, que tem a união como mola propulsora no fortalecimento de todo um sistema. Nossa prática é o crescimento mútuo. Por isso, o cooperativismo é diferente dos demais modos de trabalho e consegue criar um mundo mais justo para todos”, finalizou Cleonice.  

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