COOPERATIVAS
 se mantêm FORTES em tempos de crise.

Professores do programa Cooperjovem participam de capacitação em Jogos cooperativos

Os dias 23 e 24 de janeiro foram de bastante aprendizado para 40 professores de cooperativas de educação, que estão inseridas no programa Cooperjovem. Em um hotel, na cidade de Pesqueira, localizado no Agreste pernambucano, o grupo participou de uma capacitação sobre Jogos Cooperativos, que são um conjunto de atividades lúdicas e educacionais com o objetivo de desenvolver na sala de aula o espírito de cooperação. O facilitador do Projeto Cooperar, Fábio Brotto, foi convidado, pelo Sescoop/PE, a desenvolver a metodologia, que tem o poder de ajudar os alunos a aprenderem e, ao mesmo tempo, serem responsáveis pelo aprendizado de todos os colegas. Cooperativas de quatro cidades de Pernambuco participaram do evento. Boa parte delas já aderiu ao programa ou vai colocar em prática ainda neste semestre.

 

As quatro cidades com cooperativas do ramo educação que participaram do evento são: Limoeiro, com a cooperativa 3º Milênio; Triunfo, com a Coenge; Santa Cruz do Capibaribe, Cooedusc;  além da cidade de Feira Nova, com professores da Coopefen.

 

Durante o Encontro, Fábio Brotto trabalhou a importância entre as atividades em grupos nas escolas, a distinção dos trabalhos em equipes onde os estudantes não se comprometem com o resultado, comparando com um time cooperativo.  Para Fábio, as diversas formas de interação em jogos educativos mostram um perfil de pensamento sobre a forma de aprendizado. Em relação ao método de jogos de concorrência, ele acentuou aos professores que os alunos costumam entrar em competições em lugares e com colegas em momentos que não deveriam, como se essa ação fosse a única opção. Na competição não há o prazer da busca pelo conhecimento a ser adquirido, só existe a satisfação por alguma premiação ou nota alta, muitas vezes só trazendo uma valoração momentânea.

 

 

“Os jogos foram transformados de modo que os alunos prestem a atenção no resultado. Eles são rígidos, parecendo que só há um meio para se jogar. Esse método faz da dinâmica um campo de batalha. Isso acaba trazendo para muitos uma tensão, ilusão, derrota, além de sentimentos negativos aos estudantes, como o fracasso e a tristeza”, refletiu Fábio Brotto sobre o modo competitivo de interação.

 

No combate a esse tipo de prática, ele trouxe ao grupo a metodologia dos jogos cooperativos. De acordo com ele, são práticas que fazem os alunos buscarem o conhecimento com o colega, e não de forma contra. A meta deles é de ultrapassar desafios, afastando a possibilidade de derrotas, onde o esforço e a cooperação são necessidades na busca do objetivo comum, o que atrai benefícios a todo grupo.

 

Em uma simulação, ele fez um teste com os professores. Fábio dividiu os participantes do Encontro em duplas para um jogo simples de par ou ímpar. Os vencedores deveriam ficar de um lado da sala e os perdedores do outro. Após um tempo, outro jogo, de matemática, foi feito. Nesse, as duplas deveriam se reunir de novo, cada um deveria escolher um número entre seis e dez e, através dos dedos, fazer um somatório com os dedos escolhidos pelo colega. O jogo só acabava quando o número de cada pessoa na dupla fosse alcançado.

 

 

Após esses jogos, Fábio pediu que o grupo fizesse um balanço sobre sentimentos. Eles deveriam falar como se sentiam em cada proposta. Boa parte do grupo acentuou sentimentos como a frustação e a conquista do primeiro jogo. Já no segundo, as palavras mais escutadas foram perseverança e solidariedade.

 

“No par ou ímpar uma pessoa tem que obrigatoriamente ganhar. Para a outra, só existe a derrota. Já no segundo, um simples jogo cooperativo, a dupla se une para adivinhar o número do outro e fazer uma simples matemática. Mesmo que um adivinhe rapidamente o número do outro, existe o empenho de saber o número do parceiro. Ao fim, resta o sentimento de conquista mútua”, analisou Fábio.

 

 

De acordo com o presidente da Cooenge, José Paiva de Souza, o tema é trivial para a continuação da pedagogia da educação para as cooperativas do ramo em Pernambuco. “Esse tipo de aprendizado nos diferencia e acaba trazendo um importante debate sobre a formação pedagógica dos alunos e como devemos prepará-los para vencer na vida. Quando só existe a conquista de um lado, só 50% de uma sala fica feliz. Mas para o aprendizado ser bom, ele deve ser social e interativo”, comentou o representante da Cooenge, que estava acompanhado no Encontro por mais 10 professores da cooperativa. 

 

A metodologia da educação cooperativista proporcionado pelo Cooperjovem, assim como os jogos cooperativos, serão implementados ainda neste semestre na cidade de Feira Nova. Isso é o que garante a presidente da Coopefen, Clécia Cabral. O conteúdo trabalhado durante o Encontro ajudou a cativar os professores e a definir meios de fazer uma educação cada vez mais inclusiva, na visão dela. “Nós já participamos de alguns eventos do Cooperjovem, amadurecemos bastante a ideia na cooperativa e agora está na hora de implantar esse modo de educação. Ele se encaixa bastante no nosso pensamento cooperativista. Queremos que os nossos alunos saibam a importância de cooperar com os colegas, fazendo do mundo um lugar cada vez melhor”, ratificou Clécia.

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